quinta-feira, 31 de março de 2011

Estrela


O aglomerado estelar das Plêiades é um dos agrupamentos de estrelas jovens mais conhecidos.
Uma estrela é um corpo celeste luminoso formado de plasma. Como uma estrela possui sempre muita massa, sua gravidade a comprime, criando enormes pressões (e consequentemente muito calor) no seu interior, o que produz a fusão nuclear. A fusão nuclear gera a energia que mantém a expansão necessária para equilibrar sua compressão gravitacional. Assim, as estrelas estão sempre se contraindo pela gravidade e se expandindo pelas reações nucleares ao mesmo tempo, criando um equilíbrio. A energia gerada é emitida no espaço sob a forma de radiação electromagnética (da qual uma pequena parte é a luzvisível), vento estelarneutrinos e outras formas de radiação. A estrela mais próxima da Terra— depois do Sol, a principal responsável por sua iluminação — é Próxima Centauri, que fica a 40 trilhões de quilômetros, ou 4,2 anos-luz.
A energia emitida por uma estrela está associada a sua pressão e temperatura interna, que possibilita um ambiente adequado à fusão nuclear, que produz muita energia, unindo os núcleos de átomos mais leves para formar átomos mais pesados, esse processo ocorre principalmente na fusão do Hidrogênio para gerarHélio. Tanto mais massa a estrela possui, mais capacidade ela tem de gerar átomos mais pesados pela fusão nuclear, porém, alguns átomos muito pesados não podem ser criados nas estrelas, sendo necessário outros processos aonde haja maiores temperaturas (como explosões de Supernovas). Uma estrela tem de ter uma massa acima de um determinado valor crítico (aproximadamente 81 vezes a massade Júpiter) para que a pressão interior seja suficiente para ocorrerem reações nucleares de fusão no seu interior. Corpos que não atingem esse limite, mas que ainda assim irradiam energia por compressão gravitacional chamam-se anãs castanhas (ou anã marrom) e são um tipo de corpo celeste na fronteira entre as estrelas e os planetas, como gigantes gasosos. O limite superior de massa possível para uma estrela depende do limite de Eddington.
A maior fração dos elementos mais pesados que o hidrogênio ou hélio no universo como o ferro, níquel ou outros metais foram gerados a partir da fusão termonuclear nos núcleos estelares. Elementos cada vez mais pesados gerados nos núcleos com a escassez de elementos leves possuem menor eficiência energética a partir de sua fusão — um ciclo de transições de elementos que eventualmente leva à morte da estrela. Uma estrela em seu fim pode ter diversos destinos dependendo de suas características, como dar origem a uma gigantesca explosão, as supernovas, nesta explosão ocorrem reacções nucleares e ocorre a formação dos elementos com número atómico superior ao do ferro, entrar em colapso podendo dar origem a uma Estrela de nêutrons, um Buraco Negro ou uma anã branca.
As estrelas menores que o Sol têm menor temperatura e seu brilho é alaranjado ou avermelhado. Assim como o Sol têm temperatura média e o seu brilho é amarelado. E as maiores têm maior temperatura e um brilho branco-azulado.
As estrelas visíveis aparecem como pontos brilhantes e cintilantes (por causa de distorção óptica causada pela atmosfera) no céu noturno, à exceção do Sol que devido a sua proximidade é visto como um disco e é o responsável pela luz do dia. O uso comum da palavra estrela nem sempre reflete o verdadeiro objeto astronômico: todos os pontos cintilantes no céu são frequentemente chamados de estrelas, apesar de poderem ser planetas visíveis, meteoros (estrelas cadentes), galáxiasnebulosascometas ou até mesmo um sistema binário formado por duas estrelas, como é o caso de Alpha Crux, que constitui a extremidade mais brilhante do Cruzeiro do Sul (ou Crux).

via láctea

VIA LÁCTEA
Se olhar para o céu numa noite limpa e escura, longe da poluição luminosa, verá uma ténue banda de luz a atravessar os céus. Esta é a Via Láctea, lar do nosso Sistema Solar. Aqui existem pelo menos outras 200 mil milhões de estrelas (estimativas mais recentes proporcionam um número que rondam as 400 mil milhões) e seus planetas, milhares de enxames e nebulosas, incluindo pelo menos quase todos os objectos do catálogo de Messier que não são galáxias (poder-se-á considerar dois enxames globulares como possíveis excepções, pois estão a ser, ou foram recentemente, incorporadas ou importadas para a nossa Galáxia, oriundos de galáxias anãs que estão actualmente a passar pela nossa Via Láctea: M54, da galáxia elíptica anã do Sagitário, e possivelmente M79 da anã de Cão Maior. Todos os objectos da Via Láctea orbitam um centro de massa comum, chamado Centro Galáctico.Como uma galáxia, a Via Láctea é gigante, pois a sua massa situa-se provavelmente entre os 750 mil milhões e 1 bilião de massas solares, e o seu diâmetro é de cerca de 100,000 anos-luz. Investigações no rádio da distribuição das nuvens de hidrogénio revelaram que a Via Láctea é uma galáxia espiral do tipo Sb ou Sc da sequência de Hubble. Por isso, a nossa Galáxia tem uma componente discal pronunciada exibindo uma estrutura espiral, e uma região nuclear proeminente que faz parte dum componente bojo/halo. Não é ainda claro se tem ou não uma estrutura barrada (para ser do tipo SB), mas um número crescente de investigações já deu provas da sua existência, por isso a Via Láctea poderá parecer-se com M61 ou M83, e é melhor classificada como SABbc.
Em 2004, uma equipa de astrónomos estimou a idade da Via Láctea. Usaram o espectógrafo Echelle UV-Visual do VLT no Chile para medir, pela primeira vez, o conteúdo de Berílio em duas estrelas no enxame globular NGC 6397. Isto permitiu deduzir o tempo que passou desde o nascimento da primeira geração de estrelas em toda a Galáxia e a primeira geração de estrelas no enxame globular, há 200 ou 300 milhões de anos atrás. Acrescentam uma estimativa das estrelas no enxame globular: 13,400 ± 800 milhões de anos. A soma é a sua idade estimada da Via Láctea: 13,600 ± 800 milhões de anos.


via láctea

VIA LÁCTEA
Se olhar para o céu numa noite limpa e escura, longe da poluição luminosa, verá uma ténue banda de luz a atravessar os céus. Esta é a Via Láctea, lar do nosso Sistema Solar. Aqui existem pelo menos outras 200 mil milhões de estrelas (estimativas mais recentes proporcionam um número que rondam as 400 mil milhões) e seus planetas, milhares de enxames e nebulosas, incluindo pelo menos quase todos os objectos do catálogo de Messier que não são galáxias (poder-se-á considerar dois enxames globulares como possíveis excepções, pois estão a ser, ou foram recentemente, incorporadas ou importadas para a nossa Galáxia, oriundos de galáxias anãs que estão actualmente a passar pela nossa Via Láctea: M54, da galáxia elíptica anã do Sagitário, e possivelmente M79 da anã de Cão Maior. Todos os objectos da Via Láctea orbitam um centro de massa comum, chamado Centro Galáctico.Como uma galáxia, a Via Láctea é gigante, pois a sua massa situa-se provavelmente entre os 750 mil milhões e 1 bilião de massas solares, e o seu diâmetro é de cerca de 100,000 anos-luz. Investigações no rádio da distribuição das nuvens de hidrogénio revelaram que a Via Láctea é uma galáxia espiral do tipo Sb ou Sc da sequência de Hubble. Por isso, a nossa Galáxia tem uma componente discal pronunciada exibindo uma estrutura espiral, e uma região nuclear proeminente que faz parte dum componente bojo/halo. Não é ainda claro se tem ou não uma estrutura barrada (para ser do tipo SB), mas um número crescente de investigações já deu provas da sua existência, por isso a Via Láctea poderá parecer-se com M61 ou M83, e é melhor classificada como SABbc.
Em 2004, uma equipa de astrónomos estimou a idade da Via Láctea. Usaram o espectógrafo Echelle UV-Visual do VLT no Chile para medir, pela primeira vez, o conteúdo de Berílio em duas estrelas no enxame globular NGC 6397. Isto permitiu deduzir o tempo que passou desde o nascimento da primeira geração de estrelas em toda a Galáxia e a primeira geração de estrelas no enxame globular, há 200 ou 300 milhões de anos atrás. Acrescentam uma estimativa das estrelas no enxame globular: 13,400 ± 800 milhões de anos. A soma é a sua idade estimada da Via Láctea: 13,600 ± 800 milhões de anos.
Figura 1 - Forma aproximada da Via Láctea e posição do Sistema Solar.
Crédito: Tim Jones

Figura 2 - A nossa Galáxia está a ser invadida. Observações indicam que nos próximos 100 milhões de anos, a galáxia anã do Sagitário irá mover-se pelo disco da Via Láctea outra vez. A galáxia, delineada na parte de baixo da imagem, é a mais próxima das 9 galáxias anãs conhecidas que orbitam a nossa. Não se preocupe, não estamos em perigo. O mesmo já não se pode dizer de Sagitário: pode desfazer-se!
Crédito: R. Ibata (UBC), R. Wyse (JHU), R. Sword (IoA)
A Via Láctea pertence ao Grupo Local, um pequeno grupo de 3 grandes galáxias e de aproximadamente 35 outras mais pequenas, e é a segunda maior (seguida da Galáxia de Andrómeda, ou M31). No entanto, parece ser o membro mais massivo deste grupo. M31, a mais ou menos 2.9 milhões de anos-luz, é a maior galáxia vizinha, mas um outro número de ténues galáxias estão muito mais próximas: muitas das anãs do Grupo Local são satélites ou companheiras da Via Láctea. Os dois vizinhos mais próximos, referidos acima, foram apenas recentemente descobertos: a galáxia mais próxima, a anã de Cão Maior, descoberta em 2003, é uma galáxia quase despedaçada, em que o seu núcleo encontra-se a 25,000 anos-luz de nós e a cerca de 45,000 anos-luz do Centro Galáctico. A segunda é SagDEG (galáxia elíptica anã de Sagitário), a 88 mil-anos luz de e uns 50,000 anos-luz do Centro Galáctico. Estas duas anãs estão actualmente em "encontros imediatos" com a nossa Galáxia e várias secções das suas órbitas estão situadas bem dentro do volume ocupado pela Via Láctea. São seguidas em distância pelas mais inequívocas Grande e Pequena Nuvens de Magalhães, a 160,000 e 200,000 anos-luz, respectivamente.
Os braços espirais da Via Láctea contêm matéria interestelar, nebulosas difusas, e jovens estrelas e enxames estelares abertos que emergem desta matéria. Por outro lado, o bojo consiste de estrelas velhas e contém a maioria dos enxames globulares; a nossa Galáxia tem à volta de 200 globulares, dos quais conhecemos cerca de 150. Estes enxames globulares são fortemente concentrados na direcção do Núcleo Galáctico: a partir da sua distribuição aparente no céu, Harlow Shapley concluiu que este centro da Via Láctea situava-se a uma distância considerável (que exagerou em factores) na direcção de Sagitário e não tão perto, como se pensava anteriormente.
O nosso Sistema Solar está por isso situado nas regiões exteriores desta Galáxia, bem dentro do disco e a apenas cerca de 20 anos-luz do plano equatorial simétrico mais a aproximadamente 28,000 anos-luz do Centro Galáctico. Por isso, a Via Láctea aparece como uma banda luminosa que se estende por todo o céu ao longo deste plano simétrico, que também é chamado de "Equador Galáctico". O seu centro situa-se na direcção da constelação do Sagitário, mas muito perto das fronteiras dos dois vizinhos Escorpião e Ofiúco. A distância de 28,000 anos-luz foi recentemente (1997) confirmada por dados do satélite da ESA Hiparco. Outras investigações publicadas posteriormente disputaram este valor e propõem um mais pequeno de 25,000 anos-luz, com base na dinâmica estelar; uma investigação recente (McNamara et. al 2000, com base nas variáveis RR Lyrae) propõe um número de 26,000 anos-luz. Estes dados, tendo em conta a sua importância, não afectariam directamente os valores para as distâncias de objectos em particular, seja dentro da Via Láctea ou para fora.O Sistema Solar está situado dentro de um braço espiral mais pequeno, chamado Braço Local ou Braço de Orionte, que é uma mera ligação entre os braços mais massivos interior e exterior, o Braço de Sagitário e o Braço de Perseu.
Semelhantes a outras galáxias, ocorrem supernovas na Via Láctea em intervalos irregulares de tempo. Se não se encontrarem demasiadamente obscurecidas pela matéria interestelar, podem ser e têm sido observadas como eventos espectaculares a partir da Terra. Infelizmente, nenhuma ocorreu desde a invenção do telescópio (a última supernova observada na nossa Via Láctea foi estudada por Johannes Kepler em 1604).

Figura 3 - Vista da Via Láctea na região do Sagitário. São visíveis algumas nebulosas e enxames, como por exemplo M8 e M20 (a nebulosa vermelha no centro e a mais pequena para a direita, respectivamente).
Crédito: James Kelly
As imagens da Via Láctea são muitas vezes exposições de campo-largo. Além de serem atraentes e muitas vezes coloridas, são regularmente usadas para observar os objectos da Via Láctea (incluindo nebulosas e enxames estelares) na suas vizinhanças celestes de campos estelares.

Figura 4 - Vista da Via Láctea entre Cassiopeia e Popa (o que normalmente se vê no Inverno). A imagem cobre a região entre 120 e 260 graus da longitude Galáctica, o que corresponde a mais ou menos 40% da totalidade da Via Láctea. Embora a Via Láctea no Inverno não seja muito notável, observam-se bem as faixas escuras no lado direito.
Crédito: Naoyuki Kurita

Figura 5 - Esta imagem da Via Láctea mostra a região que normalmente vemos durante o Verão, entre as constelações de Cassiopeia e Sagitário, equivalente à área entre 0 e 140 graus da longitude Galáctica, o que corresponde a mais ou menos 40% da totalidade da Via Láctea. Nota-se vem numa faixa escura que se prolonga pelo centro da Via Láctea, e também muitas nebulosas avermelhadas por todo os lados.
Crédito: Naoyuki Kurita

Figura 6 - Na luz visível, a maioria do Centro Galáctico está obscurecido pelo pó opaco. Na luz infravermelha, no entanto, o pó brilha mais e obscurece menos, permitindo que se possa registar um milhão de estrelas na fotografia acima.
Crédito: Projecto 2MASS, UMass, IPAC/Caltech, NSF, NASA
A estrutura da Via Láctea pode ser melhor investigada no infravermelho, dado que as nuvens de pó que obscuram o que está por detrás têm uma transparência melhor em comprimentos de onda maiores no infravermelho do que no visível.A região central da Via Láctea, como muitas outras galáxias, tem uma densidade estelar maior que as regiões exteriores, e contém um objecto central massivo, que se pensa ser um enorme buraco-negro.
Abaixo indica-se alguns dados para o Núcleo Galáctico:
Ascensão recta
17:45.6 (h:m)
Declinação
-28:56 (graus:m)
Distância
28 (kal)
O Pólo Norte Galáctico está a:
Ascensão recta
12:51.4 (h:m)
Declinação
+27:07 (graus:m)
O nosso Sol, em conjunto com a totalidade no Sistema Solar, orbita o Centro Galáctico à distância dada, quase numa órbita circular. Move-se a 250 km/s, e demora 220 milhões de anos para completar uma órbita (o Sistema Solar já orbitou o Centro Galáctico 20 ou 21 vezes desde a sua formação há aproximadamente 4.6 mil milhões de anos atrás).
Em adição à Rotação Galáctica total, o Sistema Solar move-se entre as estrelas vizinhas (num movimento peculiar) a uma velocidade de cerca de 20 km/s, numa direcção chamada "Ápex Solar", na posição aproximada RA=18:01, Dec=+26 (2000.0); este movimento foi descoberto por William Herschel em 1783.
Considerando o sentido da rotação, a Galáxia, na posição do Sol, está a rodar na direcção da Ascensão Recta 21:12.0, Declinação +48:19. Isto indica que roda "para trás" no sistema de coordenadas Galáctico, isto é, o Pólo Norte Galáctico é na realidade o Pólo Sul físico no que diz respeito à rotação galáctica (definida pela direcção do vector do momento angular).
LINKS
Mais informações (em inglês) 
Wikipedia
Galáxia anã do Sagitário 
O Grupo Local
Mais sobre a estrutura espiral da Via Láctea
Objectos de Messier na Via Láctea
Imagens da Via Láctea em vários comprimentos de onda
Panorama de 360º da Via Láctea
O Universo a 50,000 anos-luz da Via Láctea
Mapa da Via Láctea
O Universo a 500,000 anos-luz da Via Láctea
Mais links para páginas acerca da Via Láctea - Yahoo 
Ilustração da Via Láctea - APOD 
No centro da Via Láctea - APOD
Ventos a alta-velocidade e a Via Láctea - APOD

Figura 7 - Via Láctea a vários comprimentos de onda.
Crédito: NASA
 
VIA LÁCTEA
Se olhar para o céu numa noite limpa e escura, longe da poluição luminosa, verá uma ténue banda de luz a atravessar os céus. Esta é a Via Láctea, lar do nosso Sistema Solar. Aqui existem pelo menos outras 200 mil milhões de estrelas (estimativas mais recentes proporcionam um número que rondam as 400 mil milhões) e seus planetas, milhares de enxames e nebulosas, incluindo pelo menos quase todos os objectos do catálogo de Messier que não são galáxias (poder-se-á considerar dois enxames globulares como possíveis excepções, pois estão a ser, ou foram recentemente, incorporadas ou importadas para a nossa Galáxia, oriundos de galáxias anãs que estão actualmente a passar pela nossa Via Láctea: M54, da galáxia elíptica anã do Sagitário, e possivelmente M79 da anã de Cão Maior. Todos os objectos da Via Láctea orbitam um centro de massa comum, chamado Centro Galáctico.Como uma galáxia, a Via Láctea é gigante, pois a sua massa situa-se provavelmente entre os 750 mil milhões e 1 bilião de massas solares, e o seu diâmetro é de cerca de 100,000 anos-luz. Investigações no rádio da distribuição das nuvens de hidrogénio revelaram que a Via Láctea é uma galáxia espiral do tipo Sb ou Sc da sequência de Hubble. Por isso, a nossa Galáxia tem uma componente discal pronunciada exibindo uma estrutura espiral, e uma região nuclear proeminente que faz parte dum componente bojo/halo. Não é ainda claro se tem ou não uma estrutura barrada (para ser do tipo SB), mas um número crescente de investigações já deu provas da sua existência, por isso a Via Láctea poderá parecer-se com M61 ou M83, e é melhor classificada como SABbc.
Em 2004, uma equipa de astrónomos estimou a idade da Via Láctea. Usaram o espectógrafo Echelle UV-Visual do VLT no Chile para medir, pela primeira vez, o conteúdo de Berílio em duas estrelas no enxame globular NGC 6397. Isto permitiu deduzir o tempo que passou desde o nascimento da primeira geração de estrelas em toda a Galáxia e a primeira geração de estrelas no enxame globular, há 200 ou 300 milhões de anos atrás. Acrescentam uma estimativa das estrelas no enxame globular: 13,400 ± 800 milhões de anos. A soma é a sua idade estimada da Via Láctea: 13,600 ± 800 milhões de anos.
Figura 1 - Forma aproximada da Via Láctea e posição do Sistema Solar.
Crédito: Tim Jones
 

Figura 2 - A nossa Galáxia está a ser invadida. Observações indicam que nos próximos 100 milhões de anos, a galáxia anã do Sagitário irá mover-se pelo disco da Via Láctea outra vez. A galáxia, delineada na parte de baixo da imagem, é a mais próxima das 9 galáxias anãs conhecidas que orbitam a nossa. Não se preocupe, não estamos em perigo. O mesmo já não se pode dizer de Sagitário: pode desfazer-se!
Crédito: R. Ibata (UBC), R. Wyse (JHU), R. Sword (IoA)
A Via Láctea pertence ao Grupo Local, um pequeno grupo de 3 grandes galáxias e de aproximadamente 35 outras mais pequenas, e é a segunda maior (seguida da Galáxia de Andrómeda, ou M31). No entanto, parece ser o membro mais massivo deste grupo. M31, a mais ou menos 2.9 milhões de anos-luz, é a maior galáxia vizinha, mas um outro número de ténues galáxias estão muito mais próximas: muitas das anãs do Grupo Local são satélites ou companheiras da Via Láctea. Os dois vizinhos mais próximos, referidos acima, foram apenas recentemente descobertos: a galáxia mais próxima, a anã de Cão Maior, descoberta em 2003, é uma galáxia quase despedaçada, em que o seu núcleo encontra-se a 25,000 anos-luz de nós e a cerca de 45,000 anos-luz do Centro Galáctico. A segunda é SagDEG (galáxia elíptica anã de Sagitário), a 88 mil-anos luz de e uns 50,000 anos-luz do Centro Galáctico. Estas duas anãs estão actualmente em "encontros imediatos" com a nossa Galáxia e várias secções das suas órbitas estão situadas bem dentro do volume ocupado pela Via Láctea. São seguidas em distância pelas mais inequívocas Grande e Pequena Nuvens de Magalhães, a 160,000 e 200,000 anos-luz, respectivamente.
Os braços espirais da Via Láctea contêm matéria interestelar, nebulosas difusas, e jovens estrelas e enxames estelares abertos que emergem desta matéria. Por outro lado, o bojo consiste de estrelas velhas e contém a maioria dos enxames globulares; a nossa Galáxia tem à volta de 200 globulares, dos quais conhecemos cerca de 150. Estes enxames globulares são fortemente concentrados na direcção do Núcleo Galáctico: a partir da sua distribuição aparente no céu, Harlow Shapley concluiu que este centro da Via Láctea situava-se a uma distância considerável (que exagerou em factores) na direcção de Sagitário e não tão perto, como se pensava anteriormente.
 
O nosso Sistema Solar está por isso situado nas regiões exteriores desta Galáxia, bem dentro do disco e a apenas cerca de 20 anos-luz do plano equatorial simétrico mais a aproximadamente 28,000 anos-luz do Centro Galáctico. Por isso, a Via Láctea aparece como uma banda luminosa que se estende por todo o céu ao longo deste plano simétrico, que também é chamado de "Equador Galáctico". O seu centro situa-se na direcção da constelação do Sagitário, mas muito perto das fronteiras dos dois vizinhos Escorpião e Ofiúco. A distância de 28,000 anos-luz foi recentemente (1997) confirmada por dados do satélite da ESA Hiparco. Outras investigações publicadas posteriormente disputaram este valor e propõem um mais pequeno de 25,000 anos-luz, com base na dinâmica estelar; uma investigação recente (McNamara et. al 2000, com base nas variáveis RR Lyrae) propõe um número de 26,000 anos-luz. Estes dados, tendo em conta a sua importância, não afectariam directamente os valores para as distâncias de objectos em particular, seja dentro da Via Láctea ou para fora.O Sistema Solar está situado dentro de um braço espiral mais pequeno, chamado Braço Local ou Braço de Orionte, que é uma mera ligação entre os braços mais massivos interior e exterior, o Braço de Sagitário e o Braço de Perseu.
Semelhantes a outras galáxias, ocorrem supernovas na Via Láctea em intervalos irregulares de tempo. Se não se encontrarem demasiadamente obscurecidas pela matéria interestelar, podem ser e têm sido observadas como eventos espectaculares a partir da Terra. Infelizmente, nenhuma ocorreu desde a invenção do telescópio (a última supernova observada na nossa Via Láctea foi estudada por Johannes Kepler em 1604).

Figura 3 - Vista da Via Láctea na região do Sagitário. São visíveis algumas nebulosas e enxames, como por exemplo M8 e M20 (a nebulosa vermelha no centro e a mais pequena para a direita, respectivamente).
Crédito: James Kelly
 
As imagens da Via Láctea são muitas vezes exposições de campo-largo. Além de serem atraentes e muitas vezes coloridas, são regularmente usadas para observar os objectos da Via Láctea (incluindo nebulosas e enxames estelares) na suas vizinhanças celestes de campos estelares.
 

Figura 4 - Vista da Via Láctea entre Cassiopeia e Popa (o que normalmente se vê no Inverno). A imagem cobre a região entre 120 e 260 graus da longitude Galáctica, o que corresponde a mais ou menos 40% da totalidade da Via Láctea. Embora a Via Láctea no Inverno não seja muito notável, observam-se bem as faixas escuras no lado direito.
Crédito: Naoyuki Kurita
 

Figura 5 - Esta imagem da Via Láctea mostra a região que normalmente vemos durante o Verão, entre as constelações de Cassiopeia e Sagitário, equivalente à área entre 0 e 140 graus da longitude Galáctica, o que corresponde a mais ou menos 40% da totalidade da Via Láctea. Nota-se vem numa faixa escura que se prolonga pelo centro da Via Láctea, e também muitas nebulosas avermelhadas por todo os lados.
Crédito: Naoyuki Kurita
 

Figura 6 - Na luz visível, a maioria do Centro Galáctico está obscurecido pelo pó opaco. Na luz infravermelha, no entanto, o pó brilha mais e obscurece menos, permitindo que se possa registar um milhão de estrelas na fotografia acima.
Crédito: Projecto 2MASS, UMass, IPAC/Caltech, NSF, NASA
A estrutura da Via Láctea pode ser melhor investigada no infravermelho, dado que as nuvens de pó que obscuram o que está por detrás têm uma transparência melhor em comprimentos de onda maiores no infravermelho do que no visível.A região central da Via Láctea, como muitas outras galáxias, tem uma densidade estelar maior que as regiões exteriores, e contém um objecto central massivo, que se pensa ser um enorme buraco-negro.
Abaixo indica-se alguns dados para o Núcleo Galáctico:
 
Ascensão recta
 
17:45.6 (h:m)
 
 Declinação 
-28:56 (graus:m)
 
 
Distância
 
28 (kal)
 
O Pólo Norte Galáctico está a:
 
Ascensão recta
 
12:51.4 (h:m)
 
 Declinação 
+27:07 (graus:m)
 
 
O nosso Sol, em conjunto com a totalidade no Sistema Solar, orbita o Centro Galáctico à distância dada, quase numa órbita circular. Move-se a 250 km/s, e demora 220 milhões de anos para completar uma órbita (o Sistema Solar já orbitou o Centro Galáctico 20 ou 21 vezes desde a sua formação há aproximadamente 4.6 mil milhões de anos atrás).
Em adição à Rotação Galáctica total, o Sistema Solar move-se entre as estrelas vizinhas (num movimento peculiar) a uma velocidade de cerca de 20 km/s, numa direcção chamada "Ápex Solar", na posição aproximada RA=18:01, Dec=+26 (2000.0); este movimento foi descoberto por William Herschel em 1783.
Considerando o sentido da rotação, a Galáxia, na posição do Sol, está a rodar na direcção da Ascensão Recta 21:12.0, Declinação +48:19. Isto indica que roda "para trás" no sistema de coordenadas Galáctico, isto é, o Pólo Norte Galáctico é na realidade o Pólo Sul físico no que diz respeito à rotação galáctica (definida pela direcção do vector do momento angular).
 
 
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Galáxia anã do Sagitário 
O Grupo Local
Mais sobre a estrutura espiral da Via Láctea
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Panorama de 360º da Via Láctea
O Universo a 50,000 anos-luz da Via Láctea
Mapa da Via Láctea
O Universo a 500,000 anos-luz da Via Láctea
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No centro da Via Láctea - APOD
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Figura 7 - Via Láctea a vários comprimentos de onda.
Crédito: NASA

terça-feira, 15 de março de 2011

MODA

a moda esta em todo o lugar na casa,na rua ,no carnaval e principalmente em vc entao um vestido nao e a moda o vestido tem a moda por dentro ...muito preconceito se fala sobre a moda de cada um  de cada jeito de ser  pessoas q deviam insentivar dao mais insigurança a moda verao tem suas capacidades como vestidos mais curtos para mulheres mais estravagantes ..e o inverno tambem te vantagem q assima moda fica mais elegante... cada um tem o seu estilo mais normal mais antigo mais moderno e mais na moda....isto e só por enquanto falo mais sobre moda do q vc imagina bjss....